O disco, que ganha uma edição de aniversário neste mês, consagrou Beyoncé como uma das maiores estrelas do mundo da música.
Beyoncé hoje é uma das artistas mais importantes do mundo, mas, há 20 anos, a Queen B ainda estava começando a pavimentar a estrada que a levaria ao lugar que conhecemos hoje, e foi com o disco B’Day que a cantora se consolidou ainda mais como uma das principais artistas da década de 2000 e uma das maiores de todos os tempos.
Lançado no dia 4 de setembro de 2006, o disco B’Day veio em forma de comemoração aos 25 anos da cantora virginiana. O álbum foi o segundo disco solo da artista, que já fazia enorme sucesso com o grupo Destiny’s Child.
O primeiro disco da cantora, Dangerously in Love, já havia sido bem marcante e alavancou a carreira da cantora com hits como “Crazy in Love” e “Baby Boy”, sucessos que, após seu lançamento em 2003, renderam-lhe cinco prêmios Grammy.
Após o lançamento do disco, a artista se concentrou em gravar o disco de despedida das Destiny’s Child, Destiny Fulfilled, lançado em 2004. Depois, iniciou as filmagens do filme Dreamgirls, no qual foi protagonista. O longa apresenta o grupo The Dreams, um grupo fictício formado em 1960 por três cantoras que almejavam alcançar o sucesso na indústria, vagamente inspirado no famoso grupo real The Supremes, formado por Florence Ballard, Mary Wilson e Diana Ross.

O filme foi essencial para Beyoncé se inspirar para o seu segundo disco, produzindo um álbum cujo tema primordial é feminismo e empoderamento feminino, e sonoramente semelhante a trabalhos de R&B, rhythm and blues e hip-hop. Além de samplear vários sucessos lançados nas décadas de 1970 e 80, como na faixa “Upgrade U”, que tem uma amostra de “Girls Can’t Do What the Guys Do”.
A gravação do disco aconteceu em segredo durante três semanas, embora originalmente tenham sido programadas seis semanas de produção. A maioria das canções foi criada usando instrumentação ao vivo, algo visto em “Déjà Vu”, cuja instrumentação consiste em baixo e congas. A faixa, que descreve uma mulher sendo constantemente recordada de um amante do passado, foi muito criticada na época por conta de seu clipe polêmico.
No visual, a cantora surpreende ao aparecer em um trabalho mais quente e com conteúdo sexualmente sugestivo. O clipe foi duramente criticado por um público mais conservador, que o elegeu como um dos piores clipes de todos os tempos. Mais de cinco mil pessoas haviam assinado uma petição online exigindo uma regravação do vídeo.
Outra faixa que gerou polêmica foi “Ring the Alarm“, cuja letra gerou especulações de ser sobre um suposto envolvimento amoroso entre Rihanna e Jay-Z. Beyoncé negou conexão com Rihanna e afirmou não ter conhecimento dos rumores que circulavam.
Em “Upgrade U“, Beyoncé colabora com JAY-Z novamente e traz uma mulher que faz promessas luxuosas a um homem, prometendo melhorar o seu estilo de vida e reputação, misturando elementos de hip-hop e R&B. No clipe, a cantora surge caracterizada de Jay-Z.

O maior sucesso do disco é a faixa “Irreplaceable“, uma balada pop e R&B composta por Ne-Yo, que originalmente era uma faixa country. Foi o segundo single do álbum e se tornou um hit absoluto na época. Permaneceu no topo da Billboard Hot 100 por 10 semanas consecutivas, foi o single mais vendido nos Estados Unidos em 2007 e foi eleita como uma das melhores canções da década de 2000. “Irreplaceable” chegou a ser indicada na categoria Gravação do Ano no Grammy.
Na versão deluxe do disco, Beyoncé se juntou com Shakira e gerou uma das parcerias mais icônicas da história da música pop, “Beautiful Liar“, com um clipe cuja coreografia foi ensaiada em apenas quarenta minutos. Beyoncé aprendeu algumas das coreografias de Shakira, que ensinou a Beyoncé alguns movimentos de dança do ventre. A faixa fala sobre duas mulheres que escolheram não terminar uma amizade por causa de um homem que as enganou.
Outros destaques do disco são “Green Light”, “Kitty Kat” e “Check on It”, canção que apareceu no filme de 2006, A Pantera Cor-de-Rosa, em que Beyoncé também participou e que alcançou o primeiro lugar na parada Hot 100 por cinco semanas consecutivas.
Para a crítica, o disco foi um “momento monumental para fãs de música em todo o mundo” e elevou Beyoncé de princesa à rainha completa no cenário musical. B’Day foi o álbum “que definiu Beyoncé como uma artista mais destemida, em controle de si mesma e sua sexualidade, e confiante”. Foi o primeiro disco dela sem ter mais nenhuma relação com o Destiny’s Child. Essa liberdade permitiu-lhe divertir-se e explorar enquanto criava. No Grammy, B’Day venceu na categoria “Melhor Álbum de R&B Contemporâneo“.

Beyoncé divulgou, no dia 26 de agosto, o lançamento da edição de aniversário do disco B’Day, um dos maiores álbuns de sua carreira. Ao todo, serão 20 faixas, entre sucessos e músicas inéditas, incluindo “Morning Dew (Donk)”, lançada em julho deste ano.

