Show lotado em Camden marca nova fase internacional da banda, que transforma apresentação em celebração da música brasileira e conexão com fãs fora do país
A noite em Camden foi de casa cheia para a Lagum. A banda mineira se apresentou neste domingo (12) no Jazz Cafe, um dos espaços mais tradicionais da cena alternativa londrina, em mais uma passagem pela Europa com a turnê do álbum “As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo”.

Essa é a quinta vez do grupo no continente, e, desta vez, a turnê se expande ainda mais, com novas passagens por países como França e Alemanha. Em entrevista ao Vou de Grade, os integrantes destacaram esse movimento de crescimento constante, reforçando que a presença internacional da banda segue em expansão e cada vez mais consolidada.
Durante a entrevista, eles falaram sobre o momento atual da carreira, os bastidores da turnê e também sobre os próximos passos na estrada. Ao comentar sobre o que vem pela frente, a banda adiantou: “Isso ainda não é uma turnê… Sim, nós temos planos”, indicando que uma nova fase já está em construção.
Segundo eles, a proposta vai além da apresentação ao vivo e se transforma em uma celebração da música brasileira, especialmente para quem vive fora e sente saudade de casa, mas também para quem se conecta com o som do grupo independentemente do idioma.
E essa proposta ficou evidente no Jazz Cafe.
Com energia constante do início ao fim, o Lagum entregou mais uma apresentação marcada pela leveza, carisma e proximidade com o público, características que já se tornaram assinatura da banda. A plateia refletia bem esse encontro, com muitos brasileiros cantando cada verso e também estrangeiros que, mesmo sem dominar o idioma, se deixavam levar pela atmosfera do show.

A setlist equilibrou diferentes momentos da carreira, trazendo clássicos como “Oi”, “Telefone” e “Ninguém Me Ensinou”, ao mesmo tempo em que abriu espaço para performances marcantes de faixas mais recentes, como “A Cidade”, “As Desvantagens de Amar Alguém Que Mora Longe” e “Dançando no Escuro”, mostrando a força do repertório atual da banda ao vivo.

Entre músicas conhecidas e momentos de troca com o público, o clima era de celebração. Uma celebração não só da música, mas também da conexão que a banda construiu ao longo das suas passagens pela Europa.
Assistir ao show também ganhou um significado especial dentro dessa experiência. A apresentação coincidiu com a data do meu aniversário, transformando a noite em algo ainda mais marcante. Em meio a um público diverso e a milhares de quilômetros de casa, o sentimento era justamente o que a própria banda descreve: um pedacinho do Brasil fora do país, capaz de aproximar pessoas e criar memórias afetivas através da música.
Como já virou tradição, o grupo reforçou no palco o desejo de retornar em breve, idealmente já no próximo ano. E, considerando a recepção calorosa de mais uma noite em Londres, a expectativa é que esse reencontro realmente aconteça.
Mais do que uma turnê, o Lagum mostra que sua presença na Europa deixou de ser pontual e se tornou parte essencial da sua trajetória.


