Em coletiva, cantora fala sobre shows no Brasil, conceito espiritual do disco e decisões artísticas sem foco em números ou prêmios
Em coletiva sobre “Equilíbrium” lançado nesta quinta-feira(16), Anitta, revelou planos para uma turnê mais intimista. Segundo ela, o show será pensado para quem ouviu o álbum completo, com repertório voltado à proposta do projeto.

“A gente pensou num show mais intimista[…]Pra ir no show terão que escutar o álbum inteiro”, afirmou. Além disso, cidades brasileiras que não receberam ensaios devem receber apresentações oficiais da nova fase.
A artista explicou que a turnê terá foco no Brasil e seguirá uma estética mais introspectiva. Diferente de projetos anteriores, o formato reduzido acompanha o tom espiritual e pessoal do álbum, o que também impacta diretamente o tamanho do público.
Por outro lado, nos shows de abertura para The Weeknd, o repertório será adaptado. Nesse caso, Anitta deve priorizar faixas mais próximas do funk e da era “Funk Generation”, deixando de lado o conceito mais introspectivo.
Sobre o disco, ela destacou faixas que traduzem seu momento pessoal. “Deus Existe”, “Caminhador” e “Ouro” resumem o equilíbrio entre carreira e vida pessoal. “Ouro”, inclusive, surgiu como uma meditação em seu aniversário, enquanto “Pinterest” aborda amor próprio.
Além disso, a cantora confirmou “Despacho” como primeiro ato de um total de quatro. O projeto parte de uma energia espiritual e marca uma fase em que ela prioriza trabalhar com brasileiros e seguir suas próprias vontades, sem pressão por números.
Anitta também comentou sobre a recepção do álbum. Segundo ela, a conexão com público e crítica acontece de forma natural, já que sua arte reflete vivências pessoais e está em constante transformação.
A cantora revelou ainda que este é o projeto em que mais investiu financeiramente ao longo da carreira. Mesmo assim, destacou que a motivação principal foi a vontade de realizar um trabalho alinhado ao seu momento.
Ao falar sobre o conceito, explicou que o álbum nasce de um processo de autoconhecimento. A ideia central é evitar extremos e compreender que sentimentos opostos coexistem, buscando equilíbrio em vez de visões radicais.
Questionada sobre possíveis reações de públicos conservadores, Anitta afirmou que isso não influencia suas escolhas.
Eu não fiz esse álbum pensando em público conservador […] eu fiz pensando em mim e nos meus fãs.”
completa a artista
Da mesma forma, ao abordar premiações, ela reforçou que não criou o projeto com esse objetivo. “Não fiz esse álbum pensando em prêmio […] fiz só pensando em gostar das músicas e me sentir feliz com o que eu tô criando.”
Por fim, a artista comentou sobre amadurecimento e carreira. Segundo ela, não existe uma divisão entre fases, mas sim um processo contínuo de evolução pessoal e artística.

