O astro Bad Bunny entrega espetáculo energético e emocionante em São Paulo, aproximando culturas latinas e criando momentos inesquecíveis com os fãs brasileiros
O astro porto-riquenho Bad Bunny veio ao Brasil para a segunda apresentação da turnê e levou milhares de fãs ao delírio no Allianz Parque, em São Paulo, no sábado (21). Nós estivemos presentes para conferir de perto uma das noites mais vibrantes do ano.
Após um primeiro show na sexta-feira (20), a expectativa para a segunda data só aumentou. O estádio estava completamente tomado por fãs que chegaram cedo, muitos caracterizados com looks inspirados na estética do artista. A ansiedade era evidente e o coro chamando por Benito começou antes mesmo das luzes se apagarem.
O espetáculo começou com o palco principal ocupado por sua banda completa, criando uma atmosfera grandiosa logo de início. Bad Bunny surgiu ao som de “Callaita”, arrancando gritos imediatos e um coro potente que tomou conta do estádio. A sequência com “Weltita”, parceria com o duo Chuwi, que também abriu os shows no Brasil, manteve o público em êxtase. Hits como “Pitorro de Coco”, um dos destaques do álbum Debí Tirar Más Fotos, “Baile Inolvidable” e “Nuevayol” transformaram o Allianz em uma pista gigante, com fãs pulando e dançando sem parar.
Após o primeiro bloco, o cantor levou o público para a famosa “Casita”, estrutura montada próxima à pista que simulava uma casa latina, repleta de dançarinos e elementos visuais que aproximavam artista e plateia. Vestindo um look verde e amarelo com chinelo Havaianas, ele mostrou carinho especial pelo Brasil enquanto cantava sucessos como “Tití Me Preguntó”. Um dos momentos mais marcantes veio com “Perfumito Nuevo”, ao lado da cantora RaiNao, seguido de uma interação direta com os fãs na grade. O artista escolheu uma fã visivelmente emocionada para subir à casita e participar da introdução de “Voy a Llevarte Pa PR”, criando uma cena inesquecível para quem estava presente.
Na sequência, o estádio virou definitivamente um baile de reggaeton com “Me Porto Bonito”, “Yo Perreo Sola”, “Monaco” e “El Apagón”. Ninguém ficou parado. Como surpresa, o cantor ainda apresentou “Te Boté (Remix)”, levando o público ao delírio coletivo.
De volta ao palco principal, a reta final trouxe uma atmosfera mais romântica e emotiva. “Ojitos Lindos” fez casais se abraçarem e se beijarem enquanto luzes dos celulares iluminavam o estádio. “La Canción” aprofundou o clima sentimental antes da energia voltar com “Kloufrens”. O encerramento com “Debí Tirar Más Fotos” foi especialmente tocante, com o telão exibindo imagens de fãs presentes no show abraçados com amigos, parceiros e familiares, reforçando a mensagem de memória e afeto que traz o projeto.
Bad Bunny conseguiu criar uma conexão latina que ultrapassa fronteiras entre Porto Rico e Brasil, abraçando toda a América Latina em um espetáculo que mistura festa, emoção e pertencimento. A sensação era de estar em casa mesmo a quilômetros de distância, graças à entrega artística e à verdade presente em cada canção. O cantor ainda comentou sobre o desejo de aprender português e passar mais tempo no país.
A segunda noite no Allianz Parque confirmou o tamanho do fenômeno cultural que Bad Bunny representa hoje. Mais do que um show, foi uma celebração coletiva de identidade, música e sentimentos compartilhados, daquelas experiências que permanecem vivas na memória muito depois que as luzes se apagam.


