Faixa inédita e videoclipe reforçam a nova estética do rapper, que aposta em atmosfera noturna e narrativa inquietante para apresentar seu próximo trabalho
Matuê deu um passo importante na construção de “XTRANHO”, seu terceiro álbum de estúdio, ao lançar a inédita “Meu Cemitério” nesta segunda-feira (08), às 21h. A faixa chegou acompanhada de um videoclipe carregado de simbologias sombrias, ambientado em um cemitério real em São Paulo. O cenário funciona como porta de entrada para a estética obscura que deve marcar a nova fase do artista, reconhecido por expandir seus limites visuais e sonoros a cada projeto.
A música mergulha o ouvinte em um universo inquietante. Com versos como “Talvez a luz se esconda / Talvez ela nunca responda / Lobos que ficam na ronda”, Matuê cria uma paisagem noturna que provoca desconforto. A narrativa sugere que o perigo está sempre próximo, enquanto uivos e elementos fantasmagóricos se misturam à batida. Assim, o rapper reforça sua habilidade de transformar temas densos em composições envolventes, mantendo a atenção do público do início ao fim.
O single é assinado integralmente por Matuê na composição. A produção reúne nomes internacionais: o holandês Sapjer, o australiano Brvdy e o beatmaker Chronic. Juntos, eles constroem uma sonoridade que alterna tensão e profundidade, alinhando-se ao conceito que o artista vem desenvolvendo para “XTRANHO”. Esse cuidado na produção demonstra, mais uma vez, o quanto Tuê busca elevar a qualidade técnica e estética de suas obras.
O videoclipe reforça esse mergulho no desconhecido. Gravado com câmeras de luz noturna, o material apresenta cortes rápidos, ruídos visuais e referências ao cinema de horror. Matuê transforma o cemitério em seu palco natural, subvertendo o medo e convertendo-o em potência artística. A escolha estética conversa com a proposta narrativa e amplia a imersão do espectador.
Além disso, o rapper aparece usando o visual criado em parceria com a grife Ed Hardy, o mesmo utilizado no show realizado no festival The Town, em setembro. A marca, conhecida pela estética punk e pelo impacto no universo das tatuagens, reforça a identidade contestadora de Matuê. Essa sintonia estética ganha destaque em “Meu Cemitério”, que estabelece a atmosfera do que está por vir no álbum.
Com esse lançamento, Matuê entrega uma primeira amostra intensa e cinematográfica de “XTRANHO”, aumentando ainda mais as expectativas para o novo capítulo de sua carreira.

