A banda busca resgatar a nostalgia do emo/pop punk com reunião especial no festival
Depois de uma década longe dos palcos, a banda nacional Fake Number realiza o tão aguardado reencontro no festival I Wanna Be Tour 2025, que traz nomes emblemáticos da cena emo e pop punk dos anos 2000. A primeira apresentação será no dia 23 de agosto, em Curitiba, na Pedreira Paulo Leminski, e a segunda no dia 30 de agosto, no Allianz Parque
O quarteto paulistano promete trazer uma mistura das formações clássicas e muito apelo nostálgico, levando aos palcos do festival um show histórico que celebra a trajetória desde o começo. A vocalista Lívia Elektra define o retorno como uma forma de “reescrever o final da Fake Number, agora mais maduros e com muita saudade de subir nos palcos”, em entrevista ao TMDQA!.
Quem foi a Fake Number (FKN)?
Formada em 2006 em Lorena (SP), no Vale do Paraíba, a Fake Number surgiu como uma reunião entre amigos e pela diversão. No início, a vocalista Elektra, o guitarrista Pinguim e o baterista Tony começaram a se apresentar em festas, bares e eventos pequenos na cidade, tocando covers de artistas que eram uma referência para eles, como Avril Lavigne, Pitty, Paramore e My Chemical Romance. Com a entrada do guitarrista Vermelho e do baixista Diablo, o grupo tomou forma definitiva.
Em 2007, o primeiro álbum “Cinco Faces de um Segredo” foi lançado de forma independente, vendendo mil cópias em quatro meses. O trabalho chamou a atenção de Rick Bonadio, que contratou a banda para seu selo Arsenal Music, e o grupo passou a dividir palcos com nomes como NX Zero e Fresno, participando de festivais como o Close Up 2, NoCapricho e ABC PRO HC.

O primeiro single, “Segredos que Guardei”, em 2007, foi pré-produzido por Lampadinha, conhecido por colaborações com Charlie Brown Jr. e CPM 22. A música estourou na internet e ganhou clipe com participação de Marimoon. Em 2009, eles foram escolhidos como “Melhor Banda Brasileira de 2008” pelo Zona Punk.
Em 2011, a banda passou por mudanças em seu elenco. Gah, Tony e Mark saíram e foram substituídos pelo baixista Marcus Maia e pelo baterista André Mattera. No mesmo ano, após uma petição com mais de sete mil assinaturas, os artistas foram escolhidos para os shows de abertura da Brand New Eyes World Tour do Paramore em São Paulo e Rio de Janeiro.
Destaque na cena emo
Em meio ao boom da cena emo no Brasil, a Fake Number se destacou pelo carisma da vocalista, que trazia fortes inspirações em Hayley Williams, além da representatividade feminina nacional nesse gênero. Por meio das letras sinceras e da conexão com os fãs, a banda se destacou no mainstream brasileiro.
A Fake Number lançou o álbum Fake Number (2010), que ampliou o alcance da banda e trouxe hits como “Aquela Música”, “Primeira Lembrança”, “O Mesmo Lugar” e “Sem Trilha Sonora”.
Um reencontro com a história
O retorno da Fake Number é um presente nostálgico para a geração dos anos 2000. O grupo se apresenta com uma mistura de todas as suas formações, com Lívia Elektra (voz), os guitarristas Pinguim, Gah e Marcus Maia, o baixista Mark e os bateristas Tony e André Mattera. O reencontro no palco do I Wanna Be Tour promete celebrar o passado e abrir novas possibilidades para o futuro da Fake Number.

