Festival reuniu 33 artistas, mais de 20 apresentações, open food e open bar no Parque de Exposições Ney Braga
São raros os festivais realizados fora do eixo Rio-São Paulo que conseguem reunir, em um mesmo espaço, grandes nomes do rap, trap, funk, pop e música eletrônica nacional. Mais raros ainda são os eventos desse porte realizados no interior do Paraná. No sábado (26), o Tropicadelia 2026 mostrou que há público e espaço para grandes experiências musicais longe das capitais.
Realizado no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, no Norte do Paraná, o festival reuniu 33 artistas e mais de 20 apresentações ao longo de mais de 12 horas de programação. Com três palcos, Tropical, Lab e Hype, o evento colocou o público diante de uma programação extensa e, em alguns momentos, simultânea.

Os portões foram abertos às 15h30 e, a partir daí, o espaço começou a ser ocupado por fãs de diferentes gerações e estilos musicais. A diversidade do line-up foi um dos principais diferenciais do festival, que transitou entre diferentes vertentes da música urbana e eletrônica.
Entre os nomes que passaram pelos palcos estavam Matuê, Luísa Sonza, Veigh, MC Livinho, MC Cabelinho, KayBlack, Vulgo FK e Yago Oproprio. A programação também contou com encontros especiais, como Criolo com Marcelo D2, BK’ com Luccas Carlos, TZ da Coronel com Raflow e Kyan com Tasha & Tracie.
A música eletrônica também ganhou espaço com apresentações de artistas como Vegas, Illusionize, D-Nox e Claudinho Brasil. Já o repertório ligado ao rock apareceu com Charlie Brown Jr., representado por Thiago Castanho e Marcão Britto.

Luísa Sonza reúne multidão
Uma das apresentações mais aguardadas da noite foi a de Luísa Sonza. Marcada para as 20h25, a cantora encontrou um público que chegou preparado para acompanhar de perto a nova fase de sua carreira.
Fãs vestindo referências da atual era da artista se concentraram diante do palco para cantar sucessos conhecidos e músicas do álbum “Brutal Paraiso”. A apresentação combinou os hits que marcaram a trajetória da cantora com faixas mais recentes, mantendo o público cantando durante boa parte do show.
Ao final da apresentação, Luísa também fez declarações de caráter político, encerrando o show com um discurso que provocou reação do público.
Matuê em clima de catarse
Já depois da meia-noite, foi a vez de Matuê assumir um dos palcos do Tropicadelia. Mesmo após horas de festival, o público permaneceu em peso para acompanhar a apresentação do rapper. E bastaram os primeiros versos para o cansaço dar lugar à euforia. Conhecidas pelo público, as músicas foram acompanhadas em coro, com milhares de pessoas cantando praticamente todas as letras.
Open food e open bar viram atrações à parte
Além da música, a experiência gastronômica foi um dos pontos de destaque do Tropicadelia. O setor de open food e open bar permaneceu movimentado durante praticamente todo o festival.
Entre as opções disponíveis estavam massas, salgados, doces e frutas. O bar oferecia refrigerantes, água e bebidas alcoólicas, permitindo que o público tivesse acesso à alimentação e às bebidas durante as horas de evento.

Estrutura aposta em liberdade para o público
Com uma área extensa, o Parque de Exposições Ney Braga permitiu que o festival fosse além dos palcos. O Tropicadelia contou com espaços livres para descanso, circulação e lazer, além de áreas onde o público podia simplesmente parar por alguns minutos e apreciar o ambiente.
A disposição dos palcos também foi pensada para estimular a circulação. Com os chamados palcos gêmeos, as apresentações aconteciam em diferentes pontos e faziam com que o público se dividisse de acordo com os artistas que queria acompanhar.

Por outro lado, o tamanho do espaço também trouxe alguns desafios. Em determinados momentos, especialmente durante as trocas de atrações e os deslocamentos entre os palcos, a dimensão do parque podia tornar a circulação um pouco confusa para quem tentava acompanhar diferentes apresentações.
Ainda assim, a localização foi um facilitador. Situado próximo à entrada de Londrina e com acesso relativamente fácil, o Parque de Exposições Ney Braga ofereceu uma estrutura ampla para receber o festival. Durante a experiência, o acesso à internet e ao sinal de celular também se manteve disponível, algo importante em um evento no qual o público compartilha constantemente fotos e vídeos nas redes sociais.
Durante mais de 12 horas, o público pôde circular entre diferentes estilos, descobrir artistas, reencontrar músicas conhecidas e acompanhar apresentações. O resultado foi uma experiência de festival que vai além do palco: um grande encontro de música e cultura que prova como o interior também pode receber grandes festivais como esse.

