Celebrando seu álbum mais maduro, cantora e compositora confirma shows no Brasil e na Argentina, além de expandir o universo sensorial do novo LP com o clipe da faixa “sábado”.
A cantora e compositora Amanda Cadore anunciou oficialmente a primeira série de datas da sua aguardada turnê internacional, intitulada “viva: de ponta a ponta”. Homônimo ao aclamado álbum lançado no fim de maio, o novo espetáculo percorrerá os palcos da América do Sul a partir de agosto, com apresentações já confirmadas em diversas capitais brasileiras e na Argentina. Países vizinhos como Paraguai e Uruguai também estão na rota para receber a gira nos próximos meses.

Para celebrar o anúncio do projeto de circulação, a artista estreou simultaneamente o lyric video de “sábado“, um dos principais carros-chefes do novo LP, que conta com 11 faixas no total. Dirigido por Guilherme Cavichioli e gravado em Florianópolis, o audiovisual coloca Cadore e seu inseparável violão sob focos de luz minimalistas, traduzindo visualmente a atmosfera solar, intimista e profundamente sensorial que dita o tom de todo o álbum.
A canção “sábado” opera como um manifesto poético contra o ritmo frenético dos tempos atuais. Construída em uma métrica irregular de 7/8, a faixa propõe um pulso dinâmico que desloca o ouvinte, equilibrando riffs marcantes inspirados no neo soul com um lirismo delicado. A letra se debruça sobre os pequenos prazeres compartilhados e a intimidade de um dia sem urgências. Ao evocar imagens táteis e afetivas, como o calor do sol, lençóis, praia e carnaval, Amanda Cadore transforma cenas triviais do dia a dia em um convite explícito para viver o presente e desacelerar.
“Trata-se de um chamado e uma constatação ao mesmo tempo. Penso em ‘viva’ como verbo, no sentido de continuar, seguir e atravessar. No entanto, essa palavra também pode ser lida como um estado de sentir, perceber, existir com profundidade.” – Amanda Cadore
O disco viva, lançado no dia 29 de maio, consolida-se como o trabalho mais maduro e complexo de Amanda Cadore até a presente data. O projeto integra o cancioneiro tradicional e os ritmos ibero-americanos ao lirismo característico da artista, unindo suas raízes do Sul do Brasil a uma profunda pesquisa estética sobre territórios, deslocamento e intercâmbios culturais.
O próprio título do álbum foi escolhido de forma estratégica por ser um duplo gesto: uma palavra idêntica e de mesmo significado tanto em português quanto em espanhol, abrindo caminhos para a universalidade e a permissividade artística.
Gravado no Estúdio Marini, no Rio de Janeiro, com produção musical de Jojô Inacio e produção fonográfica de Thiago Piccoli, o álbum conta com participações internacionais de peso, como a cantora argentina Mariana Baraj e a brasileira Mari Jasca. Além disso, o trabalho convoca instrumentistas de destaque na cena contemporânea, como Antônio Neves e Dirceu Leite.
Uma das maiores sutilezas do álbum está na construção de camadas percussivas coordenadas por UBrother (pesquisador sonoro e arte-educador gaúcho). Utilizando materiais reciclados e objetos cotidianos transformados em instrumentos, como teclados de computador antigos, sapatos, mangueiras e shakers naturais, a instrumentação propõe uma experiência que a própria artista define como “um álbum de fotografias com som“.
Nascida em Barão de Cotegipe (RS), Amanda Cadore desenvolveu desde a infância uma relação íntima de simbiose com o violão. Após passagens por centros tradicionalistas e corais de igreja, radicou-se em Santa Catarina, onde cursou Publicidade e solidificou sua carreira profissional. Vencedora do Prêmio Elisabete Anderle em 2021 com o EP Arrebentação e marcada por uma projeção nacional expressiva após sua participação no programa The Voice Brasil em 2018, a artista buscou trilhar um caminho de firme autonomia estética, focada na criação autoral.
O processo de concepção de viva ganhou corpo de forma não linear ao longo de um extenso período de estrada e viagens. O Noroeste argentino, inclusive, serviu como uma das principais fontes de inspiração geográfica e sonora para as composições. Diante disso, Amanda decidiu levar para o estúdio a mesma banda que a acompanhava nos palcos, grupo que agora assume a estrada na turnê: o músico cabo-verdiano Jeff Nefferkturu (flautas e guitarra), o baiano Grego Jardim (guitarras, baixo e coros) e o próprio UBrother na percussão.
O espetáculo ao vivo promete intensificar a entrega emocional contida no disco, funcionando como um convite ao mergulho interior e à escuta profunda. Com identidade visual marcante assinada pela artista plástica Ana Orlandin na capa do LP, o trabalho convida o público a se desconectar do ambiente digital para reativar memórias e afetos coletivos e individuais. Novas datas e canais oficiais de venda de ingressos serão divulgados pela equipe da artista em breve.
Calendário Oficial: Turnê ‘viva: de ponta a ponta’
- 01/08 – Lauro Müller/SC — Turnexpedição
- 27/08 – Belo Horizonte/MG — Teatro de Bolso Sesiminas
- 28/08 – São Paulo/SP — Sol y Sombra
- 02/09 – Rio de Janeiro/RJ — (Mais informações em breve)
- 27/09 – Cafayate/Argentina — Casa Árbol
- 02/10 – Buenos Aires/Argentina — Biri Biri
- 16/10 – Florianópolis/SC — Bugio Trindade

