Novo álbum reúne grandes nomes e mistura fé, amor e ritmos brasileiros em fase mais íntima da cantora
Anitta lançou nesta quinta-feira (16) o álbum “EQUILIBRIVM”, seu oitavo trabalho de estúdio. O projeto combina elementos do sagrado e do cotidiano, abordando autoconhecimento, empoderamento e relações afetivas, enquanto passeia por diferentes gêneros da música brasileira com forte identidade pop.

O disco conta com participações de Shakira, Liniker, Marina Sena, Luedji Luna, Ebony, Papatinho, Rincon Sapiência e Ponto de Equilíbrio, além de outros colaboradores que reforçam a diversidade sonora do trabalho.

Mais introspectiva, a cantora transforma vivências pessoais em música. O álbum reflete um período de mudanças iniciado em 2022, quando questões de saúde levaram a artista a repensar sua rotina e buscar equilíbrio entre corpo, mente e espiritualidade.
Segundo Anitta, o projeto não se limita a religiões específicas. A proposta é abordar sentimentos universais, como amor e cura, a partir de referências culturais brasileiras, mantendo a leveza e a estética pop que marcam sua trajetória.

A abertura do disco fica por conta de “Desgraça”, faixa que mistura influências clássicas com batidas contemporâneas. Inspirada em Carmen Miranda, a música começa com um tom retrô e evolui para uma sonoridade intensa, conectada a elementos espirituais.
Com conceito inspirado em uma “gira”, o álbum percorre diferentes emoções. Faixas como “Mandinga”, com Marina Sena, exploram dualidades entre sedução e libertação, trazendo reflexões sobre padrões sociais e autonomia feminina.

Gravado majoritariamente na casa da artista, no Rio de Janeiro, o projeto nasce de um ambiente criativo mais íntimo. A proximidade com a família e a reconexão com o Brasil foram fundamentais para o desenvolvimento do disco.
Canções como “Ternura” e “Casos de Amor”, com participação de Melly e do grupo Os Garotin, destacam uma fase mais leve, focada em afetos e relações saudáveis, com sonoridade suave e contemporânea.

A brasilidade é um dos pilares do álbum. O repertório transita entre samba, bossa nova, funk carioca e influências afro-brasileiras, além de dialogar com reggae, rap e ritmos latinos, reforçando a pluralidade cultural presente no projeto.
Em “Bemba”, com Luedji Luna, e “Nanã”, com Rincon Sapiência, a cantora valoriza referências das religiões de matriz africana, trazendo essas influências para o centro do pop nacional contemporâneo.

O álbum também mantém a energia dançante característica da artista. Em “Vai Dar Caô”, parceria com Ebony e Papatinho, o funk ganha protagonismo com uma abordagem mais intensa e urbana.
Na reta final, o disco mergulha em reflexões sobre fé e espiritualidade. “Caminhador”, com Liniker, e “Deus Existe”, com Ponto de Equilíbrio, reforçam a mensagem de perseverança e conexão interior.

Encerrando o projeto, “Ouro” surge como um manifesto sobre equilíbrio emocional. A faixa propõe uma busca por estabilidade e autoconhecimento, sintetizando a proposta central do álbum.
Com “EQUILIBRIVM”, Anitta apresenta um trabalho que une introspecção e celebração, equilibrando espiritualidade, cultura brasileira e música pop em uma de suas fases mais pessoais.

