Músico, escritor e artista visual aprofunda sua identidade criativa enquanto prepara o álbum Homens Machucados
Luís Capucho apresenta ao público o single “A Masculinidade”, lançado pelo selo e produtora + Um Hits, que também promove seu próximo álbum, Homens Machucados. O trabalho marca um momento decisivo em sua trajetória, já que o artista reafirma sua condição de criador múltiplo e assume a música como principal forma de expressão. A faixa chega às plataformas com forte carga emocional e reforça a sensibilidade melódica que caracteriza o cantor.
Criada em parceria com a cantora e compositora Kali C, a música combina delicadeza e firmeza estética. Capucho descreve o single como “uma canção melodiosa, sutil e bela, que se curva um pouco na minha voz, mas permanece íntegra no que é”. A definição sintetiza o modo como o artista transforma fragilidades em força criativa.
O compositor segue movido pela intuição. Mesmo sem formação acadêmica em música, construiu um repertório que surpreende pela naturalidade. Ele relata que sempre compôs de maneira espontânea e se espanta que nem todo instrumentista faça o mesmo. Essa liberdade criativa o guiou em momentos desafiadores, especialmente quando sequelas motoras o afastaram do violão. Nesse período, encontrou na literatura e na pintura novas formas de se manter ativo, produzindo obras como a série de retratos As Vizinhas de Trás.
A fase atual reforça seu desejo de assumir plenamente a vida artística. Capucho afirma que ser um artista assumido não significa ter uma obra pronta, mas aceitar o aprendizado contínuo que acompanha seu processo. A jornada inclui a construção de uma relação profunda com sua banda, formada há dois anos por Felipe Abou (bateria) e Guilherme Vieira (baixo). O trio une gerações distintas e compartilha a música como sentido vital.
As referências de Capucho também revelam essa dualidade. A infância no interior do Espírito Santo o conectou à música caipira, ao brega e à jovem guarda. A adolescência em Niterói o aproximou da MPB urbana e literária. Após enfrentar um coma e reaprender o violão, sua sonoridade ganhou rusticidade, aproximando-o de nomes ligados ao experimental e ao underground, como Jorge Mautner, Walter Franco, Lou Reed e Tom Waits.
Sobre seu público, o artista evita categorizações. Para ele, a música se dirige a qualquer pessoa aberta ao diálogo sensível que sua obra propõe. A construção dessa identidade culmina no single “A Masculinidade”, que antecipa uma fase ainda mais definida de sua trajetória. Ouça o single aqui!

