Descentralização, shows pontuais, fogos silenciosos e pluralidade musical marcaram a virada no Aterro da Praia de Iracema
O Réveillon de Fortaleza 2026 abriu as celebrações dos 300 anos da capital com um recorde de 1,5 milhão de pessoas. A prefeitura apostou na descentralização com três polos, mas foi no Aterro da Praia de Iracema que a mistura de ritmos nacionais e locais consolidou a pluralidade do evento.
A infraestrutura foi um dos pontos altos: com pontualidade rigorosa, os shows seguiram o cronograma, enquanto os espaços de acessibilidade e o uso de intérpretes de Libras garantiram inclusão.

A organização logística, com corredores exclusivos e transporte reforçado, facilitou o fluxo da multidão que lotou a orla cearense.
O espetáculo visual foi memorável: a queima de fogos durou 10 minutos e utilizou artefatos silenciosos, respeitando leis ambientais e pessoas com hipersensibilidade.
Os Paralamas do Sucesso trouxeram o peso do rock nacional com um show nostálgico e impecável. A banda desfilou clássicos que atravessam gerações, mantendo o público engajado e cantando junto. Foi um momento de celebração à música brasileira, servindo como um aquecimento de luxo para as atrações seguintes.

Claudia Leitte entregou um show histórico e repleto de energia antes da virada. A loira incendiou o Aterro com uma sequência de hits inesquecíveis, fazendo todo mundo pular ao som de “Claudinha Bagunceira”.
Já Seu Jorge, responsável pela contagem regressiva, trouxe um tom mais cadenciado. Embora tecnicamente impecável, o show deixou o público morno, evidenciando o contraste com a preferência local por batidas mais aceleradas de forró.

A energia explodiu na madrugada com Matuê. O trapper fortalezense fez um show eletrizante, arrastando a juventude com uma performance de nível internacional.



A festa só terminou ao amanhecer, sob o comando de Wesley Safadão e Taty Girl, que entregaram o forró autêntico esperado pela massa presente.

