Estreias, colaborações e hits que marcaram gerações fizeram do Vivo Rio palco de uma celebração da música nacional
Domingo foi de muito calor no Rio de Janeiro, mas isso não impediu que os fãs aproveitassem uma tarde e noite cheia de música boa no Polifonia de Verão 2026. O festival aconteceu no Vivo Rio, espaço adequado para o tamanho do evento, com ar-condicionado eficiente e estrutura confortável, com atendimento ágil e banheiros limpos e de fácil acesso, garantindo uma experiência agradável mesmo em um dia quente.
As portas abriram às 15h, e já era possível ver fãs ansiosos aguardando o início dos shows.
A abertura ficou por conta do Melton Sello, com Gabriel Barros, Gabriel “Bill” Dias, Caio Paranaguá e Igor Rodrigues. A banda apresentou uma sonoridade que mistura referências dos anos 2000, guitarras marcantes e uma estética que transita entre emo e indie nacional, criando um clima leve e divertido sem perder intensidade. Um dos momentos mais memoráveis foi a participação de Thiago Niemeyer, vocalista da Darvin, na música “Seu Juscelino”.
A estreia de Karen Jonz no palco do Polifonia também chamou atenção. A setlist combinou faixas de seu disco de estreia, Papel de Carta (2022), com músicas do mais recente GUIZMO (2025), mesclando momentos introspectivos e explosões sonoras. A artista, tetracampeã mundial de skate, trouxe energia e técnica ao show, alternando entre passagens de voz serena e trechos intensos. Destaques da apresentação incluíram “ET”, “Quando Eu Cair”, “Superficial” e “Certeza Absoluta”.
O Dibob trouxe nostalgia e diversão com sua pegada pop rock dos anos 2000. Ao vivo, a banda transformou cada música em uma festa, com riffs marcantes e refrões fáceis de cantar. Dois momentos de destaque marcaram o show: Melton Sello subiu ao palco para “2000 e Pouco” e Diego Miranda, do Scracho, participou de “Foi Difícil”, proporcionando surpresas que animaram o público.
O Catch Side apresentou uma energia mais introspectiva, ligada à memória afetiva e à intensidade emocional do emo nacional. Faixas que marcaram uma geração foram cantadas com entusiasmo pelo público, incluindo fãs mais jovens, e o show ganhou um clima de coro coletivo que reforçou a presença histórica da banda. Entre os momentos de interação, as fãs Camila e Carol conseguiram pegar a baqueta do baterista Rodrigo Galha, gerando grande emoção.

Créditos: Denner Muniz



O Kamaitachi entregou uma das apresentações mais intensas da noite. O cantor conduziu cada música com presença e sensibilidade, mesmo enfrentando alguns problemas técnicos. A plateia, composta majoritariamente por fãs jovens, respondeu de forma engajada, cantando versos e acompanhando atentamente a narrativa das canções. Destaques da apresentação foram “O Treco”, “O Psicopata”, “Regra da Casa” e “Chuva de Sexta”.
Para encerrar a noite, o Supercombo apresentou seu primeiro show de 2026. A banda manteve ritmo constante, alternando momentos explosivos com trechos mais calmos que equilibraram o set. Faixas como “Maremotos” e “Piloto Automático” geraram grande reação da plateia, enquanto “Testa” trouxe emoção ao tratar do luto, e “Alento” emocionou ao revelar a história por trás da canção dedicada à filha do vocalista, Alice. O hit “Piseiro Black Sabbath” não poderia ficar de fora desse baile.
Entre estreias marcantes, encontros nostálgicos e shows de energia variada, o Polifonia de Verão 2026 proporcionou experiências diferentes para todos os tipos de público, da introspecção e intensidade de Kamaitachi à explosão pop-rock do Supercombo, passando pela diversão do Dibob, o emo visceral do Catch Side e a autenticidade de Karen Jonz. Mais do que apresentações isoladas, o festival se firmou como um espaço de celebração da música nacional, reunindo diferentes gerações e deixando os fãs ansiosos pela próxima edição.

