“All Is Love and Pain in the Mouse Parade” combina intimismo, humor e emoção em uma jornada sonora marcada pela amizade e pela maturidade artística
A banda islandesa Of Monsters and Men lançou nesta sexta-feira (17) o aguardado “All Is Love and Pain in the Mouse Parade”, seu quarto álbum de estúdio. O novo trabalho mergulha em atmosferas acolhedoras e emotivas, evocando o conceito nórdico de hygge — aquele calor reconfortante que permanece mesmo após o fim da música.
Produzido pela própria banda, o disco traz colaborações de Josh Kaufman (The National, Bob Weir, Bonny Light Horseman) e do parceiro de longa data Bjarni Þór Jensson. A sonoridade reflete a naturalidade e a química de amigos que compartilham anos de trajetória. Cada sessão no estúdio em Reykjavík começava com café e conversas leves, uma rotina simples que se traduz em composições espontâneas e cheias de vida.
Em um país onde a comunidade artística é unida, amizade e colaboração se tornam elementos inseparáveis da criação musical. Esse espírito coletivo pulsa em cada faixa de “All Is Love and Pain in the Mouse Parade”, consolidando o álbum como um retrato sincero da essência do grupo.
A faixa de destaque, “Tuna In A Can”, sintetiza o tom emocional da obra ao misturar humor e melancolia. A canção reflete o instante agridoce de observar a si mesmo — ou alguém querido — hesitar diante das incertezas da vida.
Desde o sucesso mundial com “My Head Is an Animal” (2011), que apresentou o hit “Little Talks”, a banda percorreu uma trajetória marcada por evolução constante. O disco seguinte, “Beneath the Skin” (2015), chegou ao Top 3 da Billboard 200 e ampliou o alcance do grupo, que também apareceu em Game of Thrones, da HBO.
Com passagens por grandes festivais como Coachella, Glastonbury e Lollapalooza, o Of Monsters and Men consolidou-se como um dos nomes mais envolventes dos palcos da última década. Após o documentário tíu (2022), premiado no Festival de Dumbo, e projetos individuais, o grupo retorna unido e inspirado.
Com “All Is Love and Pain in the Mouse Parade”, o OMAM reafirma sua capacidade de emocionar e inovar, entregando um álbum que celebra a vulnerabilidade, o afeto e o poder da conexão humana — temas que continuam a definir sua música e sua história.

