Cantora, empresária e símbolo de representatividade, artista estava em tratamento contra um câncer no intestino desde 2023
O Brasil se despede neste domingo, 20 de julho, de um dos nomes mais autênticos da música e do entretenimento nacional. Preta Gil, cantora, empresária e ativista, morreu aos 50 anos, após uma intensa batalha contra um câncer no intestino diagnosticado no início de 2023.
Filha de Gilberto Gil, Preta construiu uma trajetória própria, marcada pela irreverência, pela defesa de causas sociais e por sua presença forte nos palcos e nas redes. Ao longo de duas décadas de carreira, lançou seis álbuns e fundou o bloco carnavalesco Bloco da Preta, um dos maiores do Carnaval de rua carioca.

Sua voz ultrapassava a música. Preta fez questão de usar sua visibilidade para falar sobre racismo, gordofobia, feminismo e os direitos da comunidade LGBTQIAPN+ — temas que abordava com franqueza e sensibilidade. Foi também sócia da agência Mynd, voltada ao trabalho com criadores de conteúdo e publicidade.
Ao longo da luta contra o câncer, Preta manteve o público informado com mensagens de esperança e vulnerabilidade, inspirando milhares de pessoas que enfrentavam desafios semelhantes. Sua postura diante da doença foi de generosidade e força — características que sempre marcaram sua relação com os fãs.
Preta Gil deixa o filho, Francisco, e a neta, Sol. Mas seu legado, sua alegria e sua coragem seguem vivos — nos trios elétricos, nas playlists e, principalmente, nos corações de quem aprendeu com ela a ser exatamente quem é.

