Com 618 semanas na Billboard 200, álbum reafirma sua relevância contínua na cultura pop
Durante a atualização mais recente da Billboard, o álbum “Born To Die” da cantora Lana Del Rey se tornou o disco de uma artista feminina com mais semanas na Billboard 200, completando 618 semanas no ranking, recorde que antes pertencia à Adele e seu álbum “21”.
Lançado em janeiro de 2012, o álbum de estreia da cantora sob o nome de “Lana Del Rey” não só moldou uma geração, mas também redefiniu os rumos da indústria. A atmosfera criada, não apenas nas músicas, mas em toda sua estética cinematográfica, faz com que o trabalho pareça algo que veio diretamente de uma máquina do tempo.
Com letras melancólicas e fortes referências à cultura americana, “Born To Die” segue provando que Lana Del Rey nunca buscou seguir tendências, mas acabou se tornando uma referência por si só. Um álbum que não foi criado para dominar os charts e que, prestes a completar 14 anos de lançamento, continua crescendo de forma orgânica, na contramão da lógica de consumo imediato que acontece na indústria atual.
Vale lembrar que a cantora foi duramente criticada no início da carreira, envolvida em diversas polêmicas, entre elas a infame apresentação no programa “Saturday Night Live”. O episódio motivou, anos depois, um comentário infeliz de um votante do Grammy Awards, que afirmou não levar a artista a sério e, por isso, jamais votar nela. A declaração levou o CEO da Recording Academy, Harvey Mason Jr., a se posicionar publicamente em junho de 2024 — ano em que muitos acreditavam que o álbum “Did You Know There’s a Tunnel Under Ocean Blvd” renderia a Lana seu primeiro gramofone:
“Na última temporada do GRAMMY, ouvi um votante do GRAMMY dizer que não levava um determinado artista a sério desde uma apresentação que havia visto há mais de dez anos. Fiquei chocado e perturbado com isso. Não há espaço em nossa organização para esse tipo de viés, ressentimento ou voto descuidado. Trata-se do ano atual e da qualidade do trabalho, ponto final.”A longevidade de Born To Die e o impacto duradouro que o álbum continua exercendo, e ainda exercerá, na cultura pop deixam claro que prêmios, por si só, não são responsáveis por construir carreiras verdadeiramente consolidadas.

