Festival que celebra o emo aconteceu no sábado (23), na Pedreira Paulo Leminski
Nesse último sábado (23), após mudança de data e de local, aconteceu na Pedreira Paulo Leminski, o aguardado festival I Wanna Be Tour. A estrutura da Pedreira é muito legal, muito mais divertido e agradável que o Couto, o lado negativo é o chão, que necessita de uma canga ou outro acessório para se sentar sem se sujar. O ambiente é perfeito, cheio de árvores e maior número de locais de comida.
Shows
Fake Number: Impecável! Elektra mesmo há mais de 10 anos sem tocar, ainda canta muito, nitidamente emocionada de estar tocando de novo e investiram bem na estrutura do telão, de criar um ambiente maneiro em palco grande, muito melhor que muitas bandas gringas inclusive.
Gloria: Foi a banda mais pesada do evento. Breakdowns dessa nova fase fizeram a pedreira tremer, agitaram bastante a galera, cantaram muitos hits também, desde a fase do Nueva. Foi quase um The Eras Tour, e fez a galera cantar bastante.
Neck Deep: Apresentação perfeita! Eles tocam muito, cantam muito, são muito animados, precisavam demais de um horário melhor, infelizmente tocaram muito cedo. Estavam extremamente felizes em tocar no Brasil. Além de vestir uma camisa canarinho do Ronaldo, o vocalista Ben Barlow não cansava de falar o quanto estava feliz. Tocou desde músicas novas até os grandes clássicos. Mesmo quando a galera não conhecia muito as músicas, a energia deles contagiava e de repente estava todo mundo pulando junto e se divertindo.
Story of The Year: Incrível como eles ainda cantam igualzinho como quando eram novos, só estão um pouco mais calmos.! Antigamente eles eram famosos por ficar girando no palco e realizar troca de guitarras, arremessando-as no ar entre seus membros. Agora a idade deve pesar, mas o show continua sendo incrível, cheio de hits clássicos, animou bastante o público, mas com certeza o surto maior foi quando entrou o “Until the Day I Die”, que levou a galera ao colapso.
The Maine: Muito animados e felizes de estarem no Brasil! Eles vêm com frequência para cá e é nítido que realmente amam tocar aqui. O vocalista, John O’Callaghan, sempre muito animado e chamando o público para subir no palco, para cantar junto, como foi o caso do Marcelo de Porto Alegre, que viveu seu momento icônico de frontman do The Maine por um dia.
Dead Fish: Show histórico, eles sabiam que não estavam no seu habitat natural, por não ser uma banda que veio do emocore, mas estavam muito felizes, relembraram momentos de shows pessoais que já assistiram na Pedreira, suas passagens por Curitiba, e fizeram um show extremamente animado e o público cantava praticamente todas as músicas, e abriram as maiores rodas do festival.
The Veronicas: Estavam muito felizes por estarem no Brasil e fizeram um show hiper divertido, animado, porém, boa parte do público conhecia só os 2 hits delas, elas faziam alguns covers na guitarra para animar o pessoal. Em uma das músicas, a vocalista Lisa Marie Origliasso mostrou sua habilidade em berrar e destacou ao público que aprendeu a fazer screams com o Robert Edward McCracken do The Used, e também elogiou muito o show do Fake Number, enquanto isso, Elektra estava assistindo ao show ali do palco, por ser uma grande inspiração. As gêmeas conquistaram o público, mesmo os que não conheciam as músicas delas, mostraram que sabem agitar o show e trazer o público com seu carisma.
Forfun: A banda chegou em uma energia super positiva como sempre, tocou músicas de todas as suas fases, mas em homenagem ao festival, eles tocaram várias da sua fase “mais emo”, para agradar à galera. Tocaram várias dos primeiros discos, como “4am”, “Cara Esperto”, “Constelação Karina”, “Costa Verde” e “História de verão”. O público entrou na vibe e curtiu muito o show. Muitos ali presentes, estavam no festival principalmente por eles.
Fresno: Os pais do emocore brasileiro, fizeram um show digno de mostrar para os gringos, o porquê o Brasil é o país mais emo do planeta. Um set incrível variando entre as fases mais antigas, e os momentos novos. Fresno provou que “nunca foram embora” dessa cena, e mostraram que mereciam, sim, esse local de destaque. Lucas praticamente não precisou cantar, de tantas vozes que ecoavam pela Pedreira Paulo Leminski. Como ele mesmo frisou: a Pedreira estava lotada de emos velhos, sedentos por um festival como esse.
Yellowcard: A banda que tem um violino! Os meninos chegaram mostrando que tem muito mais hits do que todos imaginavam, a galera indo à loucura no show, muito bem tocado, um showzaço! Pecou somente na falta de interação com o público, eles tocavam uma música atrás da outra, para caber o máximo de músicas possíveis no tempo de apresentação que tinham, e dialogavam pouco com o público, como estamos acostumados. Iniciaram com seu segundo maior hit, e finalizaram com o maior, além de diversos hits no meio, para manter a energia no alto durante o show inteiro.
Good Charlotte: Os headliners da noite! O show mais incrível do festival! Eles sabiam que o Brasil estava carente de um show deles há 20 anos e vieram com os dois pés na porta. Estrutura e setlist incríveis, muito animados, conversando muito com o público, transbordavam a alegria de estarem de volta. Mesmo com o novo álbum (Motel Du Cap) praticamente recém-lançado, Curitiba inteira cantava as músicas. Foi o espetáculo da noite.
Fall Out Boy: Mesmo com todo mundo já cansado após tantas horas de festival e apresentações incríveis, a banda colocou todo mundo para pular, dançar e cantar! No começo a banda parecia meio tensa, acredito que o palco não fosse tão gigante quanto nos shows solos, e o baterista teve que vir para linha de frente, pois tinha muita pirofagia, e muitas vezes, o fogo passava perto demais deles. Mas mesmo assim, eles foram se soltando e entrando na energia da galera. A parte das interações ficava mais com o Pete Wentz (baixista), que tinha uma desenvoltura mais solta do que o Patrick Stump (vocalista), e ficava conversando com o público. No final, Pete foi para galera, cantar com o público. A banda também fez um set passando por todas as eras da banda, mas as fases mais clássicas do emocore, é as que mais faziam a galera ir à loucura. Foi um grande show, digno de headliner também, apesar de todos já estarem um pouco “sugados de energia” do atropelo que foi o show do Good Charlotte.

