Banda fala sobre carreira, influências e expectativa para apresentação que abre a sexta-feira (20) no festival Lollapalooza 2026
A Ginger and the Peppers é uma das apostas do Lollapalooza Brasil 2026 e sobe ao palco na sexta-feira, 20 de março, ao meio-dia. Com um som energético e proposta internacional, o grupo vem conquistando espaço e promete um show intenso para abrir o festival. Em entrevista ao Vou De Grade, a banda fala sobre influências, carreira e o que o público pode esperar dessa apresentação.

A Julia nasceu nos Estados Unidos. De que forma essa vivência influenciou a decisão de compor e gravar as músicas em inglês? Foi algo natural no processo criativo da banda ou uma escolha estratégica desde o início?
- Quando começamos a compor nossas próprias músicas, naturalmente foi em inglês porque a língua materna da Ju é em inglês. Isso juntou com a meta de conseguir ter um alcance internacional com o nosso som, que cantar em inglês permite. Então foi uma mistura de coincidências e decisões.

Vocês se apresentam no Lollapalooza. O que o público pode esperar desse show? Existe algum elemento especial na performance ou no repertório que torne a apresentação diferente, e por que vale a pena chegar cedo para assistir ao set de vocês?
- O que podemos prometer é um show único com energia pura! Independente de onde a Ginger and the Peppers for se apresentar, podemos garantir que vamos entregar uma performance digna de estádio. O único jeito de começar esse final de semana é com um rock and roll na cara meio dia!
Como foi o momento em que vocês descobriram que estavam confirmados no lineup do Lollapalooza? Qual foi a reação da banda e, além da própria apresentação, quais artistas do festival vocês estão mais animados para assistir?
- Antes mesmo de nos inscrever, a gente duvidou se realmente valia a pena. Não tínhamos noção que poderia dar em algo, mas o não a gente já tinha hahaha. Quando anunciaram que a Ginger and the Peppers ganhou, surtamos. Sempre foi um sonho tocar em um festival tão renomado que nem o Lolla, e agora vai acontecer. Ficamos muito felizes com o apoio imenso que nossos seguidores nos deram durante o processo todo. E, pessoalmente, estamos muito ansiosos para assistir Deftones que tocarão no mesmo palco que nós!
Em 2025 vocês participaram da turnê do grupo Kaleo. Como surgiu esse convite e de que forma essa experiência contribuiu para o crescimento da banda, tanto musicalmente quanto em termos de estrada?
- O nosso engenheiro de som, que fez o nosso som durante a turnê do Phantogram, conhecia o time do Kaleo e quando falaram que iriam fazer turnê no México e no Brasil, pulamos para aproveitar essa oportunidade. Foi incrível tocar para o público em Monterrey, Cidade do México e Guadalajara, eles receberam muito bem a gente e tivemos uma troca de energia muito poderosa. Isso com certeza agregou no nosso crescimento e prática em tocar em palcos grandes e para grandes públicos.

O primeiro álbum da banda, “It Smells Like Ginger”, foi lançado no final de novembro de 2025. Em que momento vocês perceberam que as músicas e o projeto estavam prontos para se transformar em um álbum completo?
- Nunca se sabe quando um projeto está pronto ou quando finalizar de vez. Mas a gente sempre se esforça muito para entregar o melhor produto possível.
Vocês também abriram um show do Phantogram no Hollywood Palladium, um palco histórico que já recebeu nomes como Frank Sinatra e Jimi Hendrix. Como foi subir naquele palco e qual foi a sensação de fazer parte de um lugar tão marcante para a história da música?
- Foi muito especial para nós. Não importa o tamanho do palco, nós sempre vamos tocar como se fosse o último show da vida. Mas com certeza sentimos a energia forte das bandas e artistas que passaram pelo Palladium.
A capa de “It Smells Like Ginger” tem uma estética bastante particular. Qual foi a principal referência ou ideia por trás da arte do álbum, e como ela se conecta com o conceito musical do disco?
- A gente tava batendo um papo depois de umas cervejas, e ficamos jogando ideias que combinasse com o nome do album, que ja estava decidida. Dai pensamos em cigarros de pimenta
Quais artistas, bandas ou movimentos musicais tiveram maior impacto no processo de composição e produção do disco?
- A gente pegou inspiração de todas as bandas e artistas que cada membro ouviu individualmente a vida inteira e o que escutamos juntos, e criamos o nosso próprio som. Não teve nenhuma banda específica que nos impactou. A gente só queria fazer um som que representasse todo mundo e o que a gente estava sentindo naquele momento.
Desde os primeiros lançamentos até o álbum de estreia, quais foram as principais mudanças que vocês perceberam na identidade sonora da banda?
- A gente sempre tenta usar nós mesmos de referência. Queremos fazer música que nós mesmos vamos gostar de ouvir. Então cada álbum que passa estamos sendo mais bem sucedidos nisso
Depois do lançamento do álbum e das experiências recentes de turnê, quais são os próximos passos da Ginger and the Peppers?
- Nós estamos em processo de produção de um álbum novo! Vai ser um álbum muito intenso e exatamente o que achamos que o mundo está precisando. Além disso, rodar o máximo que der pelo Brasil e fora
Para quem ainda não conhece a Ginger and the Peppers e pode encontrá-los pela primeira vez no Lollapalooza, qual palavra vocês escolheriam para definir a essência da banda?
- A gente prefere que as pessoas decidam por conta própria

Com uma trajetória em ascensão e experiências internacionais no currículo, a Ginger and the Peppers chega ao Lollapalooza 2026 como uma das bandas para ficar de olho. O show promete ser uma injeção de energia logo no início do festival, marcando o começo de um fim de semana intenso para os fãs de música.

