Quarto disco da banda gaúcha traz participações de Gabriel Guedes, da Pata de Elefante, e de Beto Bruno, da Cachorro Grande
A banda gaúcha El Negro apresenta ao público seu quarto trabalho de estúdio. Intitulado Bronco, o álbum chega com uma proposta sonora crua e intensa. O grupo decidiu gravar o disco em um local incomum: o porão da antiga prefeitura de Porto Alegre. A escolha do espaço ajudou a construir uma atmosfera particular para as novas faixas.
O ambiente histórico contribuiu para a identidade do projeto. Segundo a banda, a acústica do local trouxe textura e personalidade às gravações. Além disso, o clima underground reforçou a essência do rock direto que marca o trabalho do grupo. Como resultado, Bronco surge como um disco que valoriza a espontaneidade e a energia das performances.
Outro destaque do álbum são as participações especiais. O guitarrista Gabriel Guedes, conhecido pelo trabalho com a Pata de Elefante, contribui com sua abordagem instrumental marcante. Sua presença adiciona camadas sonoras que ampliam a densidade das composições. Enquanto isso, o vocalista Beto Bruno, da Cachorro Grande, aparece como convidado em outra faixa. A colaboração reforça a conexão entre diferentes gerações do rock produzido no sul do país.
Musicalmente, Bronco aposta em guitarras fortes, riffs diretos e letras que exploram sentimentos urbanos. Entretanto, o álbum também abre espaço para momentos mais atmosféricos. Essa alternância cria dinâmica ao longo das músicas e mantém o ouvinte envolvido do início ao fim. Ao mesmo tempo, a produção preserva a estética orgânica que o grupo buscou desde o início do projeto.
Com esse lançamento, o El Negro consolida mais um capítulo de sua trajetória dentro do rock nacional independente. O disco reforça a identidade da banda e demonstra maturidade artística após quatro trabalhos de estúdio. Para fãs do gênero, Bronco chega como um registro que combina história, colaboração e atitude.

