Data comemorada no Brasil relembra show que reuniu grandes nomes do gênero em 1985
Neste domingo, 13 de julho, o Brasil celebra o Dia Mundial do Rock, uma data simbólica que vai muito além de guitarras distorcidas e camisetas pretas. O dia marca a importância histórica, cultural e social de um dos gêneros musicais mais influentes da história. Embora o rock tenha surgido nos anos 1950 nos Estados Unidos, foi em 1985 que o 13 de julho se consolidou como um marco global, graças ao megaevento beneficente Live Aid, realizado simultaneamente em Londres e na Filadélfia.
Idealizado por Bob Geldof, o Live Aid contou com apresentações icônicas de artistas como Queen, U2, David Bowie, The Who, Led Zeppelin e Paul McCartney. O objetivo era arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia, mas o impacto foi muito além da solidariedade: o evento mostrou o poder de mobilização da música, colocando o rock como linguagem universal. Foi a partir dessa iniciativa que a data passou a ser celebrada principalmente no Brasil, sendo adotada como o Dia Mundial do Rock por fãs e veículos especializados.
Ao longo das décadas, o rock evoluiu e se ramificou em uma infinidade de subgêneros — do punk ao grunge, do metal ao indie — sempre acompanhando transformações sociais, questionando padrões e servindo como voz para os inconformados. No Brasil, nomes como Legião Urbana, Titãs, Barão Vermelho, Raimundos e Sepultura foram (e continuam sendo) fundamentais para a construção de uma identidade roqueira nacional. Hoje, bandas contemporâneas como Far From Alaska, Black Pantera e Ego Kill Talent mantêm viva a chama do gênero com novos discursos e sonoridades.
Apesar de o mainstream musical ter se diversificado e muitas vezes relegado o rock a um espaço mais nichado, o gênero permanece firme, impulsionado por sua base de fãs leais e por festivais que continuam a atrair multidões. Eventos como o Rock in Rio, Lollapalooza, Knotfest, The Town, entre outros, mostram que o rock segue relevante, sendo uma das forças mais presentes nos palcos brasileiros e internacionais.
O Dia Mundial do Rock é também uma oportunidade para refletir sobre a importância da diversidade no gênero. A presença de mulheres, artistas LGBTQIA+, músicos negros e representantes de diferentes culturas tem sido cada vez mais essencial para ampliar o alcance do rock e romper estereótipos de uma cena dominada por uma estética homogênea.
Mais do que uma homenagem ao passado, o 13 de julho é um lembrete de que o rock não pertence apenas às décadas de ouro. Ele segue em constante reinvenção, impulsionado por novas gerações que encontram no gênero uma forma de se expressar e resistir. Em um mundo marcado por mudanças rápidas e desafios sociais intensos, o espírito contestador e apaixonado do rock continua a ecoar. Afinal, como disse certa vez Neil Young, “o rock and roll nunca morrerá”.

