Turnê “Encontro” traz formação original ao Arena Hall, com repertório nostálgico e fãs de diferentes gerações
Barão Vermelho voltou a Belo Horizonte na noite deste sábado (26) para uma apresentação que transformou o Arena Hall em uma grande celebração da história do rock brasileiro. Com a casa cheia e ingressos esgotados, a turnê “Encontro”, que reúne a formação original da banda, levou ao público uma sequência de hits, memórias e muita nostalgia.
A banda subiu ao palco ao som de “Maior Abandonado”, e não demorou para a plateia entrar no clima. Logo em seguida, “Bete Balança” fez a arena inteira vibrar e cantar junto. Era só o começo de uma noite em que o público parecia conhecer cada verso.
Ao longo do show, Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé revisitaram diferentes momentos da trajetória do Barão, passando por músicas que ajudaram a construir a história da banda, com Fernando Magalhães como convidado especial. “Down em Mim”, primeiro single do grupo, foi um desses momentos em que o passado parecia especialmente próximo, mostrando a distância percorrida pelo Barão desde os seus primeiros passos.
Mas a sensação de voltar no tempo também vinha acompanhada de um forte saudosismo por Cazuza. Mesmo décadas depois de sua saída da banda e de sua morte, a presença do cantor ainda é parte fundamental da memória afetiva em torno do Barão Vermelho. E o show fez questão de abraçar essa lembrança.
O momento mais emocionante nesse sentido aconteceu em “Todo Amor Que Tiver Nessa Vida”. Enquanto a banda tocava, Cazuza apareceu no telão e passou a cantar parte da música através de imagens de arquivo. Por alguns instantes, foi como se o cantor estivesse novamente ali, dividindo aquele palco com os antigos companheiros. A reação da plateia deixou evidente o quanto sua figura ainda é querida e lembrada.
O show seguiu como uma verdadeira coleção de hits. “Por Você” e “Tente Outra Vez” fizeram o público assumir os vocais, transformando o Arena Hall em um grande coro. Frejat e os outros integrantes pareciam conduzir a noite, mas, em muitos momentos, quem dava o tom era mesmo a plateia.
E bastava olhar ao redor para perceber que aquela memória não pertence a uma única geração. Havia fãs que acompanharam o Barão desde os anos 1980 ao lado de pessoas que conheceram suas músicas muito depois. Até crianças estavam na plateia cantando músicas que foram gravadas muito antes de elas nascerem.
Entre clássicos e lembranças, a banda fez uma viagem pelos seus anos de ouro sem deixar que a apresentação parecesse apenas uma reprodução do passado. O reencontro da formação original ganhou justamente esse sentido: celebrar uma história que ainda faz parte da memória do rock nacional.
Para fechar a noite, “Pro Dia Nascer Feliz” colocou a arena inteira para cantar e dançar mais uma vez. Depois de quase duas horas de sucessos, nostalgia e uma emocionante lembrança de Cazuza, o Barão Vermelho encerrou o encontro deixando no público aquela sensação boa de ter revisitado uma parte importante da história da música brasileira.

