Entre horror, riffs sombrios e inovação, a banda inaugurou uma nova estética no rock
Há 56 anos, o Black Sabbath lançava seu álbum homônimo – o primeiro da banda – e provocava uma reviravolta no que, até então, se entendia por rock. O pontapé inicial do heavy metal foi planejado para sair em uma sexta-feira 13, assim como hoje (13).

Canções como “N.I.B.”, “The Wizard” e “Black Sabbath” – faixa que pouco depois batizaria definitivamente o grupo – integram essa obra-prima da história da música. Antes disso, o quarteto passou por diferentes nomes: começou como Polka Tulk Blues Band, virou Polka Tulk e depois Earth, denominação abandonada após descobrirem outra banda homônima. A ideia de “Black Sabbath” surgiu com Geezer Butler, então guitarrista, antes de assumir o baixo, depois de assistir ao filme do diretor italiano Mario Bava, estrelado por Boris Karloff – no Brasil, As Três Máscaras do Terror.
De forma ousada e totalmente arriscada, o grupo gravou todas as faixas ao vivo em estúdio; a sessão durou apenas um dia – bem diferente do impacto causado pelo disco.

Tecnicamente, o marco zero do heavy metal também está ligado a um acidente de trabalho que fez o guitarrista Tony Iommi perder as pontas dos dedos médios. Tal fato culminou em formas inovadoras que ajudaram a definir o gênero ao valorizar intensidade e impacto emocional acima da velocidade dos riffs.
O Black Sabbath foi formado por Tony Iommi (o único integrante que nunca deixou a banda), Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward, na região operária de Aston, em Birmingham, Inglaterra, em 1968. A despedida aconteceu em 25 de julho de 2025, na cidade natal, no evento Back to the Beginning, poucos dias antes da morte de Ozzy, o eterno Príncipe das Trevas.

